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segunda-feira

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outubro 2012

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AppArtAward: os melhores aplicativos artísticos para tablets já tem seu Óscar

Escrito por , Postado em Destacadas, Mercado da Arte Digital

appartaward-zkm

A ZKM (Center for Art and Media) de Karlsruhe, pioneiro em quase tudo o que se refere às novas tecnologias, lançou um novo concurso – AppArtAward – que reconhece os melhores aplicativos artísticos para tablets (iOS, Android e Windows 7).

O concurso concedeu três prêmios de 10 mil euros nas categorias: Artistic Innovation, Game Art e Cloud Art e todos os projetos premiados, bem como os dez aplicativos mais bem avaliados pelo júri estarão expostos até 13 de janeiro no ZKM para que todo o público visitante possa com elas interagir.

O prêmio para Inovação Artística (Artistic Innovation) foi para Konsonat, do austríaco Jörg Piringer, um aplicativo disponível para iPhone, iPod, iPad e Mac, que se vende por 1,99 dólares. Konsonat é algo parecido a uma máquina sonora que cria um universo no qual convivem letras e sons, com os quais é possível interagir segundo as coordenadas imprevisíveis. As letras do alfabeto se transformam, assim, em instrumentos que podem ser controlados para criar bases sonoras, um âmbito de estudos no qual Piringer leva alguns anos trabalhando em sua faceta de midiartista e para o qual já criou, previamente, outros aplicativos.

O ganhador de Game Art, categoria dedicada a jogos, foi Globosome, realizado por um grupo de estudantes alemães de animação digital da Filmakademie Baden-Württemberg. O aplicativo gratuito para iPhone e iPad, está relacionado com um curta de animação digital, baseado em temáticas como a evolução, a ecologia e o significado da vida. Em um entorno natural de matriz quase extraterrestre, o jogador tem que cuidar de umas esferas que vão se extraviando e não encontram sua colônia original e, ao mesmo tempo, atuar com responsabilidade para conservar suas próprias constantes vitais, sem empobrecer muito seu entorno natural.

O prêmio especial para Cloud Art, dedicado aos aplicativos que flutuam na “nuvem da internet”, recaiu no célebre Electric Sheep, do norte-americano Scott Draves, um projeto, criado há mais de 10 anos, que se mantem desde então em contínua evolução. Inspirado na iniciativa SETI@home e na computação distribuída, no início, Electric Sheep gerava umas “ovelhas elétricas”, algo assim como umas nuvens digitais que evoluíam com o tempo e cujo aspecto variava de acordo com a quantidade de usuários que utilizam o aplicativo contemporaneamente.

A nova versão de Electric Sheep, que atualmente está instalada em mais de 450 mil computadores de todo o mundo é um aplicativo para Android que custa 1,55 euros, mas está disponível gratuitamente para Windows, Mac e Linux.

O aplicativo, que aproveita a capacidade de calculo não utilizado, se ativa quando os computadores não trabalham e ficam em pausa. Daí a paráfrase do título da célebre novela “Sonham os androides com ovelhas elétricas?”, de Philip K. Dick. Neste caso, o fruto deste trabalho computacional invisível são as que Draves chama “umas ovelhas artificiais”, ou seja, umas representações gráficas abstratas dotadas de vida artificial, que os usuários podem votar para manter com vida, já que as que não conseguem o apoio do público estão destinadas a desaparecer.

Dentre os demais aplicativos do concurso, há trabalhos distintos desde o ponto formal e conceitual

Finger Battle, de Rafäel Rozendaal, é um aplicativo para iPhone (0,99 dólares), realizado em colaboração com Dirk van Oosterbosch, que leva ao mundo virtual a luta entre dedos de toda a vida. O artista americano define Finger Battle como o “jogo mais simples do universo”.

Orphion, de Bastus Trump é um instrumento musical interativo que combina sons variados, desde teclados até instrumentos de percussão, tão somente a partir de formas geométricas circulares. Custa quase 5 dólares.

Philia, aplicativo de Lia, oferece a possibilidade de interagir em um smartphone com elementos gráficos que a fizeram famosa no ano 2000, porque proporcionavam possibilidades dinâmicas às ainda estáticas páginas web.

Konfetti, de Stephan Maximilian Huber, transforma o iPad em uma interface interativa líquida, onde se pode jogar com imagens capturadas e rostos que se embaçam em um mar de confetes.

A primeira edição do AppArtAward teve curadoria de Julia Jochem e Volker Sommerfeld e os prêmios foram outorgados por prestigioso júri presidido pelo diretor do ZKM, Peter Weibel.

* Visto em El arte en la edad del silício

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