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quarta-feira

18

julho 2012

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Exposição de Cao Guimarães na Galeria Nara Roesler

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A Galeria Nara Roesler apresenta, a partir do dia 21 de julho, a exposição “Passatempo”, de Cao Guimarães. A água – símbolo de nascimento e elemento que contém e alimenta o embrião – foi a orientação para a curadoria de Solange Farkas.

Passatempo mostra um pequeno inventário das obsessões que se convertem em poesia na obra de Cao Guimarães. Ela percorre o caminho do trabalho do artista que explora a relação entre o homem, o objeto e a paisagem. Na série fotográfica Gambiarras, a presença humana é apenas presumida. Em Paquerinhas, ela é projetada na relação irônica entre pipas e varas de pescar. Já em Limbo ela desaparece do mundo, nos balanços vazios. Então, ele chega a Otto, seu trabalho mais recente e destaque da exposição. Cao batizou a obra com o nome do filho e a descreve como um filme de amor. Durante 70 minutos, a pessoa, símbolo ausente até então, está no centro da cena. A narrativa tem como fio uma imagem de mulher. Seu rosto, seu corpo, sua voz, sua risada, a barriga que cresce e vira bolha prestes a explodir num rebento.

A curadora Solange Farkas escreve que “o fruto nasce, o fruto germina”. Ela diz que, para Cao Guimarães “o cinema é uma arte que ainda está no berço”. Esta é a quarta exposição individual do artista na galeria Nara Roesler.

Sobre Cao Guimarães

O mineiro Cao Guimarães é um dos nomes brasileiros de maior êxito no cruzamento entre o cinema e as artes plásticas. Com produção intensa desde o final dos anos 1990, ele pode exibir suas obras em festivais com foco a priori detido sobre o cinema – Locarno, na Suíça, Sundance, nos EUA, e Cannes, na França, entre outros –, e também em mostras de arte como a Bienal de São Paulo, evento do qual participou em 2002 e 2006.

Autor de documentários como Andarilho e A alma do osso, além de Acidente (em parceria com Pablo Lobato), o artista tem numerosas obras suas em coleções prestigiadas, como a da Tate Modern, em Londres, as do MoMA e do Museu Guggenheim, em Nova York, e a do Museu Thyssen-Bornemisza, em Madri.

Com obras que podem ser consideradas audiovisuais expandidos, influenciou diversos outros artistas de Minas Gerais, como Marcellvs L.. Seu trabalho com fotografias também tem destaque. A famosa série Gambiarras serviu como um dos eixos do Panorama da Arte Brasileira, em 2007, com curadoria de Moacir dos Anjos, no MAM-SP.

Abertura: 21.07.2012 – de 11h a 15h
Exposição: 22.07 – 25.08.2012
Horários: Segunda a Sexta, de 10h a 19h; Sábados, de 11h a 15h

* Texto de divulgação

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