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terça-feira

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fevereiro 2013

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O movimiento Fluxus: 50 anos

Escrito por , Postado em Arte Contemporânea, Destacadas, Instalação, Performance

fandango 1975 wolf vostell fluxus

Fluxus já completou 50 anos de sua fundação. Repassamos, brevemente, a sua história.

George Maciunas é o fundador do Fluxus, movimiento artístico que marcou as décadas de 1960 e 1970. Segundo ele, “Fluxus purga o mundo da loucura burguesa, da cultura intelectual, profissional e comercializada. Purga o mundo da arte morta, da imitação, da arte artificial”.

Fluxus, inicialmente, era o título de uma revista. No início dos anos 1960, em Nova York, começa o Fluxus com suas primeiras performances. Mas, é na Alemanha que George Maciunas difunde sua primeira Fluxusnewsletter, publicação de arte vanguardista.

fandango 1975 wolf vostell fluxus

Fandango, 1975, de Wolf Vostell

E assim cria, em Wiesbaden, o Festival internacional Fluxus, a fim de promover a música ultracontemporânea. É nesse contexto que surge Fluxus, um movimento de performances, instalações, happenings e outros suportes inovadores da época que valorizavam a criação coletiva e a integração de diferentes linguagens, como a música, cinema e dança.

lobo com tela wolf vostell

Lobo (com monitor), 1968, de Wolf Vostell

Entre 1961 e 1963, Maciunas organiza uma série de festivais, os Festum Fluxorum, em distintas cidades da Europa, no qual artistas do mundo todo apresentam suas obras comprometidas com um fazer artístico que rompia as barreiras entre a arte e a não arte.

Artistas de diferentes partes do mundo integravam o Fluxus. Entre os principais estão os alemães Joseph Beuys e Wolf Vostell, o coreano Nam June Paik, o francés Ben Vautier, a japonesa Yoko Ono.

george brecht-soloforviolin 1964

Solo for violin, 1964, de George Brecht

Contudo, a origem do Fluxus se daria em torno das aulas de música experimental ministradas por John Cage na New School for Social Research. Ao criar composições não-narrativas e aleatórias, incorporando ruídos e interferências do meio, Cage inspirou outros artistas a buscar dialogar o cotidiano com seu trabalho.

O movimento Dadaísta, os ready-mades de Marcel Duchamp e a ação action painting de Jackson Pollock teriam sido as principais influencias do Fluxus, pelo espírito de contestação de valores estabelecidos e o princípio anárquico do movimento. Os artistas do Fluxus inseriam a arte no cotidiano, defendendo a ideia de que todos deveriam compreendê-la.

Obra sem valor, 1969, de Robert Filliou

Obra sem valor, 1969, de Robert Filliou

Nesse sentido, mais do que um estilo, Fluxus representa uma atitude diante do mundo, do fazer artístico e da cultura que se manifesta em distintas formas de arte.

vagina painting shigeko kubota 1965

Vagina pintando, 1965, de Shigeko Kubota

Visite as webs:

Fluxus.org: web oficial do movimento.

Ubuweb: 37 filmes curtos criados por artistas integrados ao Fluxus.

Fluxus Debris: excelente página com informação gráfica e documental sobre todos os modos de expressão do Fluxus.

The Fluxus Blog: traz novidades e links relacionados ao movimento.

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