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sexta-feira

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junho 2012

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A net.art de Stanza

Escrito por , Postado em Destacadas, Estéticas Tecnológicas

Sensity-I

Stanza é um artista britânico que realiza projetos de net.art, vídeo, arte generativa, pinturas e fotografias. Em seu site pessoal reúne mais de 5.000 obras produzidas desde 1984 até hoje. Suas obras já foram exibidas em mais de 50 exposições, dentre as quais se destacam Bienal de Veneza, Tate Britain, Museu de Sidney, Bienal de São Paulo.

Stanza é especialista em circuitos fechados de televisão, redes, telas táteis, sensores ambientais e obras de arte interativas. Os temas recorrentes de seus projetos incluem a paisagem urbana, a escultura da vigilância, a privacidade e a alienação na cidade.

Em Sonicity, o artista busca transformar em som todos os fatores que intervêm em um espaço determinado. Uma série de sensores inalâmbricos se encarrega de capturar qualquer modificação acústica de temperatura, de luz, de umidade e de movimento. Cada variação se transformava em um fluxo de som, decodificado com o tempo real e emitido através de 170 falantes dispostos estrategicamente ao longo de uma sala. Assim, o artista explora a sua dimensão espaço-temporal de um lugar pontual para criar um novo entorno – paralelo e concreto – de alta resposta acústica, onde se inclui cada mudança e suas consequências.

Sensity é uma obra de dimensões monumentais, do artista inglês Stanza, que analisa dados recolhidos ao longo da cidade de Londres. Trata-se de uma interface dinâmica de visualização convertida em uma instalação audiovisual. Os sensores, repartidos em posições distintas, transformam os comportamentos próprios do ambiente em bits que permitem compreender e investigar a estrutura subjacente do espaço de uma cidade.

Para o artista, esse processo oferece a possibilidade de interpretar o mundo inteiro como uma obra de arte em movimento: a cidade se transforma em um espelho de dados imediatos e o meio ambiente em uma instalação de arte generativa. As medições se realizam a partir dos indicadores de radiação, ruído, estresse e ansiedade. Sensity também já foi desenvolvida em outras cidades como São Paulo, Paris, Porto, Texas e Nova York.

Em Capacities, a representação formal dos dados compilados se expõem em uma maquete realizada com resíduos informáticos. Morfologicamente responde a uma cidade, cada componente – ventiladores, placas, luzes de LED… – tem uma função determinada para visualizar o comportamento em nível macro. O processo de funcionamento é igual ao descrito anteriormente, a diferença é a montagem. Capacities se desenvolve em um quarto escuro, onde se aprecia com nitidez o jogo de luzes e som.

Open Source: code made from code made from blood represented by code se sustem em um conceito que cruza genética e geração de códigos binários e representação visual. O artista tomou uma mostra de seu próprio sangue e dele extraiu seu DNA, cuja totalidade é representada através de 3 bilhões e 300 milhões de letras, em uma sequência constante e cíclica, na proporção de uma letra por segundo.

O relógio de DNA trabalha com a ideia de um sistema dentro de outro sistema. O relógio é um código de vida que representa o tempo, tal como na sequência de DNA, que se estende durante mais de um século. São formas de medir. Com a participação de público através da web – a sequência de DNA do artista pode ser continuada em dnaweb.html – o objetivo é armar uma base de dados com centenas de milhares de DNA de distintas pessoas para logo serem comercializadas, mas sem perder o registro de propriedade, ou seja, evitar a exploração das corporações de saúde que utilizam o direito do código fonte para própria conveniência. Estima-se que esta obra possa durar ainda outros 100 anos.

The Central City é uma obra labiríntica que tem mais de trinta seções contendo cada uma delas diferentes bandas sonoras e montagens de imagens geradas pelo computador e controladas ocasionalmente pelo usuário. Quando chega à cidade, o participante se perde na “cidade central” entre fragmentos de metrópoles reais e imagens abstratas da nossa experiência urbana.

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