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quarta-feira

29

agosto 2012

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A Pele Mecânica, a máquina visual de multiplicar de Arthur Omar

Escrito por , Postado em Destacadas, Estéticas Tecnológicas

arthur omar pele mecanica

A Pele Mecânica é uma máquina visual de multiplicar criada por Arthur Omar. A partir da série fotográfica já clássica do artista, Antropologia da Face Gloriosa, em preto e branco, são criadas mais de 3.000 variações cromáticas. Uma sucessão vertiginosa em que original, cópia, manipulação e cromatização colocam as fotografias originais em processo de confrontação e devir a partir do preto e branco, do classicismo e monumentalidade de uma obra já definitiva. A coleção se torna processo e matéria para novas séries de figurações, abstrações e devires que atravessam diferentes fases e estilos da história da arte. As imagens são cromatizações, criadas a partir de uma técnica desenvolvida pelo artista, de fotografias em preto e branco, que são depois realinhadas por uma projeção controlada por cinco computadores. O desafio era partir de um pequeno número de imagens extraídas da série em preto e branco, que são depois realinhadas por uma projeção controlada por cinco computadores.

“O desafio era partir de um pequeno número de imagens extraídas da série em preto e branco Antropologia da Face Gloriosa, e dar origem a um grande número de variações cromáticas e alterações estruturais. Era como girar um prisma de cristal, que não tem cor e deixar a luz atravessá-lo, com suas projeções coloridas infinitas. Agora cada face gloriosa se torna um prisma com muitas faces, cada face a variação de uma cor. A Pele Mecânica é girar esse prisma sob a luz do sol e ler a multiplicidade sem fim de cada rosto”, diz Arthur Omar.

A instalação fotográfica A Pele Mecânica (2006), de Arthur Omar, é uma das obras participantes da III Mostra 3M de Arte Digital, que ocorre no Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, entre os dias 15 de agosto e 16 de setembro de 2012.

Sobre o artista:

Arthur Omar (Poços de Caldas, MG, 1948) transita por diversas mídias e linguagens, abordando temas como o êxtase estético, a violência sensorial e social e a busca de uma nova iconografia para a representação de elementos da cultura brasileira. Foi destaque na Bienal de São Paulo de 2002 com a série Viagem ao Afeganistão, realizada na zona de catástrofe, entre Cabul e Bamyan. Em 1999 teve uma retrospectiva completa de sua obra de filmes e vídeos no MoMA (Nova York). Seu filme Triste Trópico (1974) é reconhecido por diversos críticos como um dos mais importantes do cinema brasileiro. Em 2001 foi premiado por duas exposições individuais pela Associação Paulista de Críticos de Arte e em 2006 sua exposição Zooprismas foi escolhida como melhor exposição do ano pelo Jornal O Globo. Entre suas obras recentes destacam-se os longas-metragem em vídeo Sonhos e Histórias de Fantasmas eCavalos de Goethe. Publicou, entre outros, os livros Antropologia da Face Gloriosa, O Esplendor dos Contrários e Viagem ao Afeganistão, com introdução do filósofo italiano Antonio Negri. Vive e trabalha no Rio de Janeiro.

©Texto de divulgação

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