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quarta-feira

30

novembro 2011

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Arquiteturas genéticas: Limoeiros fluorescentes iluminam Barcelona

Escrito por , Postado em Estéticas Tecnológicas

alberto esteves arquiteturas genéticas 01

Na linha de investigação “Arquiteturas Genéticas”, Alberto Estevez, que desde o ano 2000 trabalha sobre a aplicação da genética à arquitetura, na ESARQ (Universidade Internacional da Catalunha), iniciou o projeto chamado “Genetic Barcelona Project” (Projeto Barcelona Genética), que busca desenvolver a criação de plantas com luz natural, a partir de tratamento genético, para uso urbano e doméstico, favorecendo, assim, a economia do alto custo do suporte elétrico noturno convencional. A primeira fase consistiu na introdução do GFP (Green Fluorescente Protein), originária da medusa Aequorea Victoria, no DNA de sete limoeiros. Esta é a primeira vez, na história da arquitetura, que geneticistas trabalham para um arquiteto.

Para realizar a aplicação específica da genética no projeto de arquitetura, foi necessária a introdução de certas proteínas luminosas no DNA das árvores do entorno urbano, no cloroplasto das plantas ornamentais domésticas, na vegetação às margens das ruas. O trabalho do arquiteto coloca em evidência o fato de que, em um futuro próximo, com o esgotamento dos recursos não renováveis para a produção de energia elétrica, a energia solar de dia e a bioluminescência à noite – ambas fontes inesgotáveis e gratuitas – serão duas das soluções que poderão impedir o colapso de nossa civilização. No projeto Barcelona Genética, os sete limoeiros que receberam o GFP evidencia as infinitas possibilidade de aplicação da genética e da arquitetura.

Legenda das imagens:

Fotos 1 e 2: Possível visão de Barcelona com o conjunto de árvores tratadas com GFP, nas Ramblas e diante da Pedreira.

Foto 3: Folha de um dos sete limoeiros tratados com GFP.

Foto 4: Comparação de uma folha com GFP e outra sem GFP do mesmo tipo de limoeiro, chamado tipo “fino”.

Foto 5: Comparação entre um par de folha, um com GFP (à direita) e outro sem GFP (à esquerda).

Foto 6: As mesma folhas depois de 5 minutos, para ver que a luz emanada é permanente e não um efeito instantâneo.

1 Comentário

  1. @Andersoon_x

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