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quarta-feira

25

julho 2012

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Blue Morph: o inaudível audível e o invisível visível na instalação de Victoria Vesna e James Gimzewski

Escrito por , Postado em Destacadas, Estéticas Tecnológicas


Blue Morph
, da media artista Victoria Vesna e do nanocientista James Gimzewski é uma instalação inteartiva que utiliza imagens em escala nano e sons derivados da metamorfose de uma lagarta em uma mariposa, como cenário da criação humana de aparatos de voo. O som foi gravado medindo os movimentos da superfície da crisálida através de microscopia de força atômica (AFM) durante a transformação de um a outro estado de seu desenvolvimento.

É certo que imaginamos que mariposas são silenciosas e coloridas. No entanto geram intensos e inaudíveis ruídos. A cor visível ao olho humano não é um pigmento, mas uma ilusão de óptica gerada pela precisa ordenação do material biológico da superfície, o qual produz a cor estrutural através dessa nanotrama.

Na instalação, paralelamente a fazer o inaudível audível e o invisível visível, são projetadas notícias sobre aparelhos de voos feitos por homens, tal como atrasos de aviões, acidentes, bombardeios, antenas parabólicas, lançamento de foguetes e observação de óvnis. A obra emerge em sons e enredos somente quando o visitante está parado e em silêncio.

Assim, em Blue Morph, os artistas buscam interpretar os sistemas biológicos como uma mescla da beleza e elegância da natureza como as ruidosas máquinas e sistemas fabricados pelo homem. O ato de olhar dentro e fora, assim como a desconstrução de nossa visão mecanicista do mundo, se refletem nos fótons manipulados nanofotonicamente, o que em si sugere uma metáfora da era nanotecnológica.

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