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quarta-feira

29

junho 2011

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Conheça as obras interativas da mostra Rumos Arte Cibernética, a partir de amanhã, no Itaú Cultural

Escrito por , Postado em Encontros, Estéticas Tecnológicas, Eventos, Exibições

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Já havíamos indicado a programação do Simpósio Rumos Arte Cibernética, que ocorrerá entre os dias 30 de junho e 2 de julho, no Itaú Cultural, em São Paulo. Juntamente com a abertura do simpósio, se dará a abertura da mostra Rumos Arte Cibernética. Dez obras totalmente interativas estarão expostas nos três andares do espaço expositivo do Itaú CulturalE um outro trabalho, intitulado Campo Minado (um “game-performance” para ser jogado com smartphones em ambientes públicos) estará na Praça Alexandre de Gusmão, vizinha ao Parque Trianon. O visitante terá a oportunidade de interagir diretamente com cada uma das obras. A mostra estará aberta à visitação até dia 04 de setembro.

Confira os trabalhos que farão parte da mostra Rumos Arte Cibernética:

I, Hamlet, de Alexandre da Silva Simões: Robô humanoide capaz de interpretar e declamar textos baseados na obra de Shakespeare. As frases são disparadas quando o público manipula elementos de cena, como espadas e cálices.

Amigoide, Autômato em Busca de Amizade, de ++CAYCE POLLARD coletivodeartecomputacional (Nicolau Centola e Fabrizio Augusto Poltronieri): Robô com forma cilíndrica busca o inter-relacionamento com seres humanos em uma arena circular. Ao selecionar seu par, o autômato passa a segui-lo pelo ambiente, emitindo sinais visuais e sonoros que culminam na expressão “Você quer ser meu amigo?”.

Reações Visuais, de Leandro Araújo: Instalação que, por meio de software de análise espectral sonora, transforma ruídos da cidade em imagens digitais da Mata Atlântica. Em termos técnicos, ondas sonoras podem ser captadas e representadas visualmente por diferentes métodos, como uma operação matemática que decompõe o sinal em suas frequências constituintes.

Campo Minado, de Claudio Bueno: Game-performance para ser jogado com smartphones em ambientes públicos. Orientado por um mapa, o jogador deverá caminhar sobre uma região predeterminada, do ponto A ao ponto B, em poucos minutos, tomando decisões de direção que não passem sobre as minas. Se decidir pela direção errada, ou esgotar o tempo de cruzamento entre os pontos, o participante está fora do jogo.

RePartitura, de Mariana Shellard e José Fornari (Tuti): Instalação multimídia que se baseia no mapeamento de desenhos gestuais para a conversão em paisagens sonoras. Aproximadamente 300 desenhos foram mapeados e convertidos em informação numérica para a leitura no sistema evolutivo Essynth, implementado na plataforma de programação Pure Data. Trabalho realizado em parceria com o pesquisador e músico José Fornari (Tuti).

New(s)Wor(l)d, by Ricardo Nascimento: O projeto se vale da tecnologia de agregadores de conteúdo na web para a criação de uma peça multimídia composta de software e instalação física. Nesta, as notícias produzidas por diferentes veículos de comunicação retratam subjetivamente um cenário imaginário, digital e caótico do mundo. Em 2008, o trabalho foi exibido na Espanha, na exposição ARTECH Media Cordoba 0.8; em 2009, foi apresentado na exposição Pixilerations [v.6], nos Estados Unidos.

I Dance – Pista de Dança Interativa, de Leandro Trindade: Pista de dança interativa em que os movimentos dos interatores mudam a obra em tempo real. Sequências de efeitos, formas e cores são alteradas por meio de um software desenvolvido pelo próprio artista e também por webcams modificadas, datashows de curto disparo e iluminadores infravermelhos.

Tijolo Esperto, de Breno Guimarães Rocha: Parede construída com base em uma matriz luminosa de placas de LED (diodos emissores de luz) confeccionadas “artesanalmente”. Imagens e animações variadas podem ser visualizadas na estrutura do painel, em alusão a displays em fachadas. Dessa forma, tecem um comentário crítico acerca das novas tendências arquitetônicas.

12i – A Roda da Vida, de Márcio Ambrósio: Instalação interativa que faz uma releitura moderna do zootrópio, aparelho criado no século XIX pelo matemático inglês William Horner. Trata-se de um tambor giratório que, ao rodar, dá a ilusão de movimento das figuras presentes no seu interior. O visitante cria uma sequência com 12 imagens e um programa a transforma em animação, podendo escolher temas de fundo.

Link-se:

- Itaú Cultural

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