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quarta-feira

4

julho 2012

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De fato há privacidade na internet? Obra de arte revela a vulnerabilidade de nossa identidade na rede!

Escrito por , Postado em Destacadas, Estéticas Tecnológicas

memopol_01

A obra Memopol-2, de Timo Toots, é uma grande instalação. Trata-se de um aparelho especializado em rastreamento de dados pessoais. Para utilizá-lo, basta que o visitante da instalação introduza a carteira de identidade ou o passaporte e de imediato começam a aparecer, nas telas grandes, uma infinidade de informações confidenciais que a máquina captura das páginas governamentais. Assusta, não é mesmo? Detalhes privados, fichas policiais, trajetória profissional, relações pessoais, estilo de vida e outros dados confidenciais extraídos de bases de dados reais.

A grafia do nome da instalação se refere ao conceito de George Orwell para o Big Brother, em seu romance 1984. A obra reflete questões relacionadas à privacidade na rede, à exposição dos dados pessoais que podem, a um instante, estar acessíveis a todos. Nas últimas décadas, os meios tecnológicos transformaram o modo como lidamos com a segurança dos dados pessoais. Ao navegar pela rede, deixamos impressões de nós mesmos por toda parte, seja porque disponibilizamos dados de nossa carteira de identidade ou de cartão de crédito. Logo, nossa identidade já não é constituída apenas pela entidade física, mas também pela digital, sobre a qual, muitas vezes, temos pouco controle. Para Toots, as ferramentas de 1984 já estão aqui, agora a questão é: como a usamos? Em tempos de paz podem servir a melhorar nossa vida cotidiana, mas em tempos de ciberguerra e quando se intrometem questões políticas…

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