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sexta-feira

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setembro 2012

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Ecologia da artemídia, por Ruth Catlow

Escrito por , Postado em Destacadas, Estéticas Tecnológicas

As ideias da ecologista americana Murray Bookchin, que problematizam o papel da dominação na cultura, são cada vez mais importantes para as pessoas que trabalham com tecnologias digitais na era da informação pós-industrial e buscam desenvolver novas ferramentas e técnicas que exploram nossa sociabilidade através das redes.

Segundo Bookchin, nosso estado ecológico frágil está ligado a uma patologia social. Os sistemas hierárquicos e as relações de classe tão profundamente arraigados em nossa sociedade humana contemporânea trazem a ideia de que dominar os demais e o meio ambiente (com o fim de extrair recursos naturais ou de minimizar a interrupção de nossas agendas diárias de trabalho e lazer) parece perfeitamente natural, embora isso traga consequências catastróficas para a vida futura na Terra (Bookchin, 1991).

A humanidade precisa desenvolver novas estratégias para a renovação social e material, bem como desenvolver ecologias diversificadas, transformar ideias e valores.

O desenvolvimento dessas ideias estão no texto “We Won’t Fly For Art: Media Art Ecologies”, publicado no volume 13 da publicação Culture Machine.

Ecologia da artemídia

Ecologia da artemídia é um programa da Furtherfield que estimula a prática e o debate sobre os enfoques ecológicos para trabalhar na interseção entre arte, tecnologia e meio ambiente. Na atual crise ecológica e econômica, a arte tem o papel de proporcionar uma visão crítica da economia do crescimento e dos padrões de consumo, gerando visões alternativas sobre a sustentabilidade e a prosperidade através da colaboração e da criatividade.

We Won’t Fly For Art” é um projeto de de Ruth Catlow e Garrett Marc que decidiram em 2009 passar seis meses sem voar pela arte. A tentativa é buscar maneiras de visitar e participar de exposições, feiras, conferências, reuniões e residências através de outros recursos que não os exigisse ter que voar.

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