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terça-feira

24

janeiro 2012

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Em clima de festa, CCBB programa mostra noturna para comemorar aniversário de São Paulo

Escrito por , Postado em Estéticas Tecnológicas, Eventos, Exibições

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Se Nova York teve sua cachoeira despencando da Ponte do Brooklyn, em obra espetacular de Olafur Eliasson (“NYC Waterfalls”, 2008), São Paulo terá um córrego de luz percorrendo o Vale do Anhangabaú e o Viaduto do Chá, como parte das comemorações do aniversário da cidade. “Cachoeira”, do designer e videoartista paulistano Felipe Sztutman, irá projetar raios eletroluminescentes sobre o antigo leito do Córrego das Almas, que um dia fluiu pelo vale central da cidade. Esse caminho de luz é o ápice do roteiro programado pela mostra “Urbe”, que orquestrará cinco instalações de arte pública nos arredores do Centro Cultural Banco do Brasil.

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Instalação luminosa “Cachoeira”, de Sztutman, revive córrego hoje canalizado no subsolo da cidade

Quatro das cinco obras têm a luz como matéria. A única delas feita com materialidade preponderante é o “Templo Geodésico Criptométrico”, estrutura arquitetônica penetrável, de formato geométrico, realizada pelo coletivo argentino DOMA. “O templo funcionará como um mirante da exposição”, explica o curador Felipe Brait. De lá, o curador pretende que o espectador tenha visões privilegiadas da “Cachoeira” no Anhangabaú e da projeção generativa de videomapping que o coletivo alemão UrbanScreen produzirá sobre a fachada do edifício da Prefeitura de São Paulo. Mas como o mirante terá ocupação limitada de pessoas, o que importa é que todas as obras poderão ser experimentadas livremente por qualquer transeunte que passeie pelo centro da cidade das 20h às 22h entre dias 25 e 29 de janeiro.

Quem quiser viver a experiência como um roteiro expositivo deverá começar o trajeto na esquina na rua da Quitanda com a rua Álvares Penteado, endereço do CCBB. Na fachada do prédio, a “pichação em neon”, do coletivo paulistano GOMA, é o emblema da vocação “extrovertida” do projeto “Urbe”. “Sempre foi nosso desejo extravasar os limites da instituição e é parte de nossa política contaminar esse entorno”, diz Marcos Mantoan, gerente do CCBB. “Até o morador de rua é público-alvo de projetos de arte pública”, afirma Brait. O roteiro segue pela projeção de videomapping no chão da rua da Quitanda, conduzindo o visitante pela arquitetura efêmera produzida pelo software criado pelo coletivo ZoomB até o Vale do Anhangabaú.

Ao escalar uma turma multidisciplinar de VJs, arquitetos, artistas, designers, engenheiros, programadores e músicos, o CCBB comemora São Paulo em clima de festa. A abertura, no dia 25, pode virar balada, com sets do The Rapture e live cinema. Só que não é virada cultural e tem hora para acabar.

Via @IstoÉ

★ Workshops com os artistas participantes da mostra URBE – Mostra de Arte Pública, de 26 a 29 de janeiro, tem duração média de duas horas.

Programação:

26/1, às 17h – com Urbanscreen

26/1, às 19h15 – com Felipe Sztutman

27/1, às 17h – com DOMA

28/1, às 17h – com ZoomB

29/1, às 17h – com GOMA

Local: CCBB, São Paulo

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