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sexta-feira

29

junho 2012

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Identidade em pedaços: Frustração, de Anaísa Franco

Escrito por , Postado em Destacadas, Estéticas Tecnológicas

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Anaísa Franco faz esculturas eletrônicas que materializam emoções. A artista brasileira usa esculturas eletrônicas para materializar sentimentos e pensamentos imagéticos. As obras interconectam a matéria escultural com a digital em forma de animações, vídeos e intensidades lumínicas.

Conforme explicou a artista a The Creators Project, “O corpo é fragmentado para intensificar as sensações do membro e as imagens digitais são usadas para visualizar os pensamentos inconscientes das esculturas”, explica ela sobre seu trabalho. Para essa conectar máquinas ao humano, Anaísa procura fazer com que elas expressem algum sentimento, tornando-o visível ou tátil. “Questiono a possibilidade de inserir comportamentos psicológicos dentro de máquinas esculturais expandidas”.

Uma de suas instalações mais recentes, Frustração, funciona com uma imagem refletida na forma de um espelho estilhaçado tornando-se visível ou tátil. Trata-se de um espelho digital que, ao invés de refletir a imagem da pessoa, a fragmenta, descompondo o corpo em mi pedaços. O visitante para em frente o espelho, contempla sua imagem. No entanto, passados cinco segundos a imagem se congela e o espelho começa a romper-se diante de um espectador assombrado que olha seu próprio corpo que se fratura em dezenas de pedaços que caem ao solo com o típico ruído de cristais quebrados. Embora digital, o efeito provocado é bastante convincente.

A obra funciona através de uma tela de plasma equipada com uma câmera que capta a imagem do usuário e a processa no monitor (oculto atrás da moldura) através de um software concebido e escrito especialmente para o projeto.

Parte da série Psicossomáticos, formada por esculturas eletrônicas, cada uma das quais vinculada a um tipo de emoção humana. Seguindo o conceito de Frustração, as obras da série devem materializar ainda a ansiedade, o medo, histeria, confusão e vergonha. Coisas nada boas de se sentir, mas inevitáveis.

 

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