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terça-feira

17

julho 2012

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O mercado da arte não conhece a palavra “crise”. Cresce o número de compradores no Brasil!

Escrito por , Postado em Destacadas, Estéticas Tecnológicas

christies casa de leiloes

Apesar da crise europeia, Christie’s incrementa suas vendas em 13%. As vendas totais da sala de leilões ascenderam a 2 bilhões e 800 mil euros durante o primeiro semestre de 2012, cerca de 13% a mais que no mesmo período do ano anterior. Os dados revelados hoje pela casa de leilões britânica, que supõe um recorde histórico, põem de manifesto que o mercado da arte está conseguindo crescer em todo o mundo, à margem dos problemas das crises.

Christie’s  registrou um incremento de 19% de seus clientes que procedem de 124 países. Além disso viu crescer em 15% o número de colecionadores que utilizam a internet para participar dos leilões. Em entrevista à Efe, Steven Murphy, conselheiro delegado de Christie’s, explicou que “há muitos fatores, pero é evidente que o mercado da arte está conseguindo esquivar-se da tendência da crise global”.

Murphy assinalou que a demanda aumentou e também a qualidade das obras que foram expostas durante o ano. Nos primeiros seis meses de 2012, Christie’s vendeu 340 obras com valor superior a um milhão de dólares e 26 com preço superior a 10 milhões.

O conselheiro delegado da sala britânica reconheceu que, em um momento de crise com o atual, a arte é um valor seguro, mas insistiu em que “ainda que se tenha produzido um aumento na inversão, costuma ser por parte dos compradores que já tinham interesse na arte”.

Além disso explicou que, embora o mercado da arte tenha crescido em alguns lugares como América Latina e Ásia, os tradicionais se mantém e seguem tendo o maior peso. Na América latina, o conselheiro apontou como importantes e em crescimento, compradores no Brasil, Argentina, México e outros países. Revela que “especialmente no Brasil estamos vendo um grande incremento de interesse pelo colecionismo. E, por isso, Christie’s vai estender suas operações no país”.

Durante o primeiro semestre do ano, a casa de leilões registrou um aumento de 15% dos clientes que licitam através da internet, o que animou Christie’s a colocar em andamento sua primeira série de leilões ‘online’ em agosto dedicada ao mundo do vinho.

No caso de vinhos e relógios, os compradores através da internet já estão superando os presentes na sala ou pelo telefone. Na venda de arte se produziram fenômenos inauditos tal como uma compra ‘online’ de 2,16 milhões de euros por um quadro na última venda de ‘Grandes Mestres’ em Londres.

Nesse sentido, Murphy disse que, ainda que o mercado esteja passando por um processo de ‘deslocalização’ e que Christie’s vai seguir apostando pela internet, é necessário manter e apoiar as sedes que por todo mundo tem casa de leilões.

* Publicado em El Mundo, em 17 de julho de 2012.

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