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quarta-feira

25

julho 2012

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Parasitas Urbanos, de Gilberto Esparza

Escrito por , Postado em Destacadas, Estéticas Tecnológicas

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O artista mexicano Gilberto Esparza, para seu projeto de arte Parasitas Urbanos buscou criar formas de vida que subsistem às custas de fontes de energia geradas pela espécie humana e que podem ser encontradas no seu entorno urbano. Várias espécies de parasitas robôs habitam determinados espaços urbanos e são reestruturações complexas e híbridas de resíduos tecnológicos com sistemas mecânicos e eletrônicos que se configuram como organismos de vida artificial com a capacidade de sobrevivir em espaços da cidade e invadir o ambiente quotidiano. Muitos desses parasitas se alimentam de energia que roubam da rede de distribuição elétrica das cidades ou os espaços por onde se instalam, interatuando com seu entorno, deslocando-se em seu território e emitindo sons para comunicar-se com outros parasitas de sua espécie, formando parte da paisagem sonora do lugar.

Os parasitas

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Esta espécie pertence à cadeia dos helmintos poleápodos. Seu corpo está formado por um conjunto de restos de tubo PVC articulados entre si. Este parasito habita o ambiente suspenso nos cabos de telefone e emite sons para interatuar com o entorno sonoro circundante. Alimenta-se de uma fonte de energía que está conectada ao mesmo poste.

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São uma espécie de elíptero que se alimenta de qualquer terminal elétrico. Cada mosca está constituída por um pequeno motor dotado de uma hélice, extraído de telefones celulares. Sobrevoa uma área determinada e pode incomodar as pessoas que invadem seu território.

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Pertencem a uma classe de alambrópodos elétricos que habitam comumente em montículos de resíduos acumulados nas cidades. São pequenos robôs carniceiros capazes de realizar tarefas como remover e espalhar a sujeira.

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é uma espécie de mecatrópodo que habita no cabo elétrico das cidades para se alimentar da energia que dele flui. Esta espécie armazena sons de seu entorno e os reproduz intermitentemente segundo seu estado de ânimo.

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Os autótrofos inorgânicos são organismos que utilizam a luz solar e a elétrica para traduzi-la em emissões sonoras. No exterior, estes organismos são sensíveis às variações da luz provocadas pelas sombras das árvores e o transcurso do dia. Estas variações são processadas e traduzidas a sons que intervem na paisagem sonora de seu entorno. Estes organismos tem circuitos provenientes de jogos e dispositivos musicais que são modificados para funcionar em uma categoria de variabilidade, para interpretar de maneira frustrada os valores da luz nas condições do lugar.

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Este é um parasita da família dos helmintos. Seu corpo está formado pelos cabos e segmentos de acrílico. Vive cerca de fontes de iluminação que servem para emitir sons. Alimenta-se da mesma tomada que administra à fonte de luz.

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