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sexta-feira

27

abril 2012

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Cidade do Conhecimento apresenta Moedas Criativas: Fronteiras do Valor na Economia da Cultura

Escrito por , Postado em Destacadas, Encontros, Eventos

moedascriativas

São Paulo (SP) – Entre os dias 29 de abril e 1º de maio ocorre no Museu da Imagem e do Som (MIS), de São Paulo, o encontro Moedas Criativas: Fronteiras do Valor na Economia da Cultura. Sob coordenação de Gilson Schwartz, o vento apresentará e ampliará as perspectivas do projeto Moedas Criativas para a sociedade, a partir do conceito de iconomia.

Moedas Criativas começou há cerca de dez anos e já ganhou dois prêmios do Ministério da Cultura. Segundo Gilson Schwartz, é uma reinvenção do dinheiro. “O mantra do projeto é: moeda é mídia”, conta. As moedas criativas seriam um novo tipo de dinheiro, como uma moeda de um game, e constituiriam um novo meio para o pagamento e financiamento de empreendimentos e conteúdos.

De acordo com o professor, o projeto é uma incubadora de conteúdos em novas mídias e infraestrutura audiovisual, o que recebe o acrônimo Iconomia – uma economia da cultura nas novas redes. Por trás das moedas, há ainda uma teia de projetos por onde ela circulará, baseando-se no lastro de um Fundo de Moedas Imaginárias (FMI). “Dentro da iconomia, serão criados novos conteúdos e estruturas para essa sociedade audiovisual”, explica Schwartz.

Assim, com a criação da moeda a partir da mídia e de mídia a partir de moedas, os novos conceitos da iconomia e moedas criativas serão incluídos gradativamente na cultura da sociedade. Para Gilson, “é como se a Cidade do Conhecimento estivesse, depois de tantos anos, transformando-se em uma plataforma para o empreendimento de novas tecnologias e novas mídias”.

Moedas Criativas: Fronteiras do valor na Economia da Cultura se baseará na metodologia do projeto, que se divide em Pensar, Fazer e Brincar, divisão tomada também nos dias do encontro, que será constituído por discussões, palestras e oficinas com o foco nos três temas. Ao longo do evento também serão anunciadas novas parcerias e serão lançados oFundo de Moedas Imaginárias (FMI) e o iRIOT (Interdisciplinary Research for the Internet of Things), um novo colaboratório para a discussão das Moedas Criativas.

Serão, ainda, lançadas três moedas, cada uma ligada a uma das divisões metodológicas: os Saberes são as recompensas para o Pensar, os Talentos para o Fazer e as Alegrias para o Brincar. As moedas serão as recompensas pela participação em cada um dos dias.

Confira as propostas de discussão do evento Moedas Criativas: Fronteiras do Valor na Economia da Cultura.

Moeda, cultura e tecnologia: da Pipa ao Rio de Janeiro

História e perspectivas do projeto “Moedas Criativas” na Cidade do Conhecimento

Há dez anos, o projeto Cidade do Conhecimento implementava um projeto-piloto de moedas criativas na Praia da Pipa (RN). As principais etapas do projeto, seu modelo de inovação e sustentabilidade e a criação do FMI (Fundo de Moedas Imaginárias) serão os temas apresentados e debatidos do ponto de vista teórico, tecnológico e social tendo como horizonte a escolha do projeto “Moedas Criativas” como uma das 20 provocações patrocinadas pela UNESCO na Rio+20. A proposta de instalação do FMI no Museu da Imagem e do Som (MIS) será detalhada, com tempo para manifestações de parceiros e patrocinadores do projeto e discussão pública de seu futuro.

Gilson Schwartz, CTR-ECA, Coordenador dos Grupos de Pesquisa Cidade do Conhecimento e Iconomia, Pesquisador Associado ao PGT (USP)

Heloisa Primavera, Universidade de Buenos Aires

Guilherme Ary Plonski, PGT, FEA, POLI e Cidade do Conhecimento (USP)

Moderação: Fabio Nunes, Mestrando, Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais, Escola de Comunicações e Artes (USP)

Mundos e Fundos: Games, Redes Virtuais e Fronteiras do Valor na Iconomia

Teorias, antropologias e filosofias da criação de valor, do dinheiro e da riqueza

Economia da cultura, wikinomics, economia criativa, economia da informação e sociedade do conhecimento, indústrias criativas ou sociedade do espetáculo, gamification do marketing e monetização em redes abertas: os conceitos usados para descrever as inovações e os impactos da cultura digital na produção, distribuição, consumo e financiamento de conteúdos renovam-se continuamente. Em que elementos e circuitos da vida a existência das moedas, criativas ou não, age? Que efeitos elas têm sobre as pessoas e os coletivos? É possível tomar decisões e encontrar espaços e tempos para projetos emancipatórios nessas redes colaborativas e competitivas, mais ou menos abertas? O século 21 será a expressão dessa iconomia? Quais as fronteiras do pensamento quando surgem objetos como os ícones, feitos de imagens, conteúdos, nuvens, entretenimento e sensores? O design do ícone “moeda” como um “game” pode mudar o mundo?Novas moedas podem contribuir para acelerar a distribuição da Felicidade Interna Bruta (FIB)? Quais as inovações necessárias para dar sustentabilidade à produção cultural, audiovisual e criativa no Brasil e no mundo? É possível criar mundos e fundos?

Júlio Moraes Lucchesi, Grupo de Pesquisa Iconomia e Assistente Acadêmico da disciplina “Economia do Audiovisual Internacional” (EAI, CTR-ECA-USP), Doutorando na Faculdade de Filosofia, História e Ciências Humanas (FFLCH-USP)

Diego Viana, Repórter do Jornal Valor Econômico

Jeremiah Spence, Journal of Virtual Worlds Research

Estebán Clua, Presidente da SBGames

Moderação: Francisco Tupy, Mestrando, Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais, Escola de Comunicações e Artes (USP)

Valor, Criatividade e Violência da Moeda: Educação, Mídia e Desenvolvimento

Práticas pedagógicas para superar as fronteiras entre a sala de aula e a escola da vida

O dinheiro é meio de pagamento, acesso e investimento, mas o outro lado da moeda é a desvalorização do que não é material e imediato, a multiplicação das formas de exclusão e o agravamento nas condições de oferta de bens públicos, serviços sem fins lucrativos e inovações em áreas emergentes e criativas. É possível brincar com a violência da moeda? Como ficam os serviços de educação e os desafios da aprendizagem contínua ao longo da vida numa sociedade como a brasileira em que o intangível, o patrimônio imaterial e a valorização da cultura, da informação e do conhecimento ainda estão em estágios muito primários e ainda assim frágeis de desenvolvimento? É possível criar práticas pedagógicas que se apropriem de novas tecnologias para reeducar nossas sensibilidades para a diversidade das escalas de valores, projetos e desejos? Há gozo além do consumismo? Como a escola vai lidar com o fetiche da própria tecnologia? As redes digitais podem reinventar uma educação com menos muros, grades e controles entre a sala de aula, a escola, a família, a comunidade e a vida?Educação tem fim?

Leny Magalhães Mrech, Faculdade de Educação (USP)

José Roberto Amazonas, Escola Politécnica (USP)

Edison Spina, Escola Politécnica (USP)

Márcia Ribeiro, Bibliotecária-Chefe, Universidade de Taubaté (UNITAU), Líder do projeto “LIGAÇÃO” (Literatura Infantojuvenil, Games e Artes em Ação)

Maria Helena Morgani de Almeida, Curso de Terapia Ocupacional, Faculdade de Medicina (USP), Consultora do projeto “Terceira Idade” (REID-CNPq)

Fernando Dias, CEO da Pure Bros

Moderação: Thais Barros, pesquisadora da Cidade do Conhecimento, Mestre em Ciências pela Escola de Comunicações e Artes (USP) e Consultora Pedagógica da rede “Conflitos Globais” e da pesquisa “TIC – Educação” (CETIC.br)

Moeda, tecnologia e democracia: fronteiras entre economia solidária e cultura

Casos, relatos e perspectivas tecnológicas da inovação monetária sustentável

Nos últimos anos, moedas sociais, bancos comunitários, redes de compras, modelos inovadores de “crowdsourcing”, “crowdfunding” e flexibilização de regimes e direitos de propriedade intelectual abriram espaço para inovações no marketing, na atuação do terceiro setor, no desenvolvimento da cadeia de produção, distribuição, consumo e financiamento aos setores de entretenimento, artes, comunicação social e turismo. Nessa manhã do segundo dia serão apresentados relatos, depoimentos e analisados casos concretos e políticas públicas com foco na aproximação entre inclusão social, cultura da paz, sustentabilidade ambiental e novas práticas de organização econômica, social e política mais abertas, sustentadas pelo vetor transversal de desenvolvimento de tecnologias de informação e comunicação (TICs). A rede “Games for Change”, a formação das políticas de inclusão digital e cultural, a promoção do empreendedorismo inovador e as políticas de digitalização e regulação dos meios de comunicação em escala internacional serão apresentados e avaliados. Como o entretenimento estimula e funciona como base do desenvolvimento humano? Quais os resultados obtidos no Brasil, nos últimos dez anos, nas políticas de inclusão social, digital e cultural?Quais os desafios para não perder o bonde da globalização digital?

Gilson Schwartz, CTR-ECA, Coordenador dos Grupos de Pesquisa Cidade do Conhecimento e Iconomia, Pesquisador Associado ao PGT (USP)

Heloisa Primavera, Universidade de Buenos Aires

Guilherme Ary Plonski, PGT, FEA, POLI e Cidade do Conhecimento (USP)

José Cláudio Terra, Terraforum

Ana Laura Castro, It´s Noon

Jacqui Dunne, Autora com Bernard Lietaer de Rethinking Money: How New Currencies turn Scarcity into Prosperity (Berrett-Koehler, São Francisco, 2013), founder e CEO da rede “Entrepreneurs without Borders”.

Moderação: Sônia Paschoal, Doutoranda, Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais, Escola de Comunicações e Artes (USP)

Fronteiras Digitais do Estado de Direito: Agendas, Políticas e Garantias na Crise

Ameaças e desafios em programas das áreas social, educacional, cultural e ambiental

As áreas sociais, fundamento e essência de uma sociedade criativa e livre, estão entre as primeiras a sofrer cortes nos processos tradicionais de ajuste fiscal a crises globais e nacionais. São também alvos preferenciais, pela escala e volume de recursos envolvidos nas políticas públicas, de desvios de recursos, desperdícios e insuficiência de meios tecnológicos, de inteligência cívica e financiamento de longo prazo. É possível redesenhar o sistema financeiro global e os sistemas financeiros regionais e nacionais, após a crise da globalização especulativa, preservando e até ampliando a eficácia e o alcance das políticas educacionais, sociais e ambientais por meio de interfaces digitais? Qual o novo papel do Estado num momento de radicalização das pressões setoriais por fundos públicos, salvaguardas de direitos e proteção aos elos mais frágeis da reprodução social em escala planetária? O retorno do Estado ameaça a liberdade ou vai emergir um “paternalismo libertário”? Políticas públicas em áreas sociais e de comunicação podem alterar o perfil de direitos e acesso da população aos novos meios, conteúdos e oportunidades de desenvolvimento humano e econômico?

André Barbosa, Superintendente de Suporte, Empresa Brasileira de Comunicação

Zilda Iokoi, Coordenadora do Programa de Pós-Graduação e Núcleo de Pesquisa sobre Diversidade, Intolerâncias e Conflitos – DIVERSITAS da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas – FFLCH (USP)

Maristela Basso, Faculdade de Direito (USP)

Eduardo Fagnani, Instituto de Economia (UNICAMP)

Tercio Sampaio Ferraz, Faculdade de Direito (USP)

Moderação: Vitor Blotta, Doutorando pela Faculdade de Direito, pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência e da Cidade do Conhecimento (USP)

O evento é aberto ao público e gratuito, porém é necessária a inscrição prévia.

Serviço

Data: 29 e 30 de abril e 1 de maio

Horário: 29/4 – das 9h30 às 20h

                 30/4 – das 10h às 20h

                 1/5 –  das 10h às 12h

Local: Musel da Imagem e do Som de São Paulo (Av. Europa, 158 – Pinheiros)

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