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quarta-feira

19

outubro 2011

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Painéis “Guerra” e “Paz”, de Cândido Portinari, exibidos pela primeira vez em São Paulo. Explore as obras virtualmente!

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São Paulo (SP) - Os painéis Guerra e Paz, de Cândido Portinari, serão exibidos pela primeira vez, devidamente restaurados, na Fundação Memorial da América Latina (São Paulo), a partir de 6 de fevereiro de 2012. Os painéis que estão em Nova York há 54 anos compartilharão espaço com outra obra de Portinari, o painel Tiradentes. A mostra no Memorial incluirá cerca de cem esboços originais de Guerra e Paz que nunca foram expostos conjuntamente e audiovisuais contando a aventura de remover obras de arte gigantescas, transportá-las ao Brasil e restaurá-las. Também serão apresentados documentários sobre a vida e a obra do pintor.

Enquanto a exposição não acontece, conheça o Projeto Guerra e Paz e explore, virtualmente, as obras!

Guerra . 1952-1956

Painel a óleo/madeira compensada, 1400 x 1058 cm.

Na representação da Guerra, como tivesse relativa liberdade de criação, Portinari optou pelo tema intemporal dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse. Pareceu-lhe uma solução melhor do que pintar a guerra com um caráter realista, figurando os combates do século XX com o arsenal das armas contemporâneas. Tudo foi posto de lado, em favor de uma visão simbólica, diferente do que se vê nos murais dos pintores mexicanos, ou mesmo no Massacre da Coréia, de Picasso. A guerra seria representada através do sofrimento do povo e não de soldados em combate. Os próprios cavalos não têm as cores do texto bíblico, no qual o primeiro é branco, o segundo vermelho (cor de fogo), o terceiro preto e o quarto amarelo ou baio. Esta diferença foi imposta pelas necessidades tonais da pintura, na qual os azuis dominam e até parecem cantar, sustentados pelos tons quentes dos laranjas.

Paz . 1952-1956

Painel a óleo/madeira compensada, 1400 x 953 cm.

Todos os figurantes da Paz são os meninos de Brodósqui, cinco vezes nas gangorras, como aparecem em várias de suas telas, outras vezes em cambalhotas e piruetas, pulando carniça, ou armando arapuca, moças que dançam e cantam, um coral de meninos de todas as raças, assim como nós, brasileiros, noiva da roça na garupa do cavalo branco, o palhaço, a mulher carregando o cordeiro, os dois cabritos que dançam bem no centro do painel, como se fossem o núcleo da Paz, a égua e o potro, e na faixa de cima, bem lá de cima, camponeses plantando, camponeses colhendo, o espantalho, os batedores de arroz, homens, mulheres e meninos que cantam. Não há dúvida. Só pode ser Eumênides, que as Fúrias já se transfiguraram. Não há dúvida. Só podem ser as Eumênides, entre as moças e os meninos de Brodósqui.

Link-se:

- Projeto Guerra e Paz

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