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abril 2013

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SP-Arte – a maior feira de arte da América Latina já começou

Escrito por , Postado em Destacadas, Eventos, Exibições, Exposições, Exposições em São Paulo

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Hoje começa a SP-Arte, a maior feira de arte contemporânea da América Latina. A feira conta com a participação de 122 galerias de todo o mundo e terá para vendas especiais de grandes galerias.

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Com obras de até R$ 14 milhões, SP-Arte terá áreas para vendas ‘especiais’ de grandes galerias

SÃO PAULO – O modelo já existe em feiras consagradas no mercado, como a Art Basel, na Suíça: há as “private rooms”, ou salas privadas, para as vendas mais especiais — leia-se de obras milionárias, cujos compradores exigem alguma discrição e certo privilégio de contemplar sozinhos seu objeto de desejo. A SP-Arte, que começa nesta quarta-feira para colecionadores, no Pavilhão da Bienal, importou o conceito.

No ano em que recebe a maior concentração de gigantes internacionais de sua história (entre as 122 galerias, 41 são estrangeiras), a feira paulistana aumentou em 4 mil metros quadrados sua área e criou os tais espaços privados. Até então, os negócios mais caros eram fechados em salas dentro dos estandes, sem obras em exposição, como numa área mais administrativa das galerias. Agora, a americana Gagosian e a inglesa Lisson, por exemplo, já alugaram suas “private rooms”, que ficam fora dos seus amplos estandes de 120 metros quadrados e têm as “blue chips” (peças mais caras e disputadas) em exposição. Só entram convidados seletos e endinheirados. Lá, as galerias devem negociar obras de arte que chegam até a R$ 14 milhões (os preços exatos são mantidos em sigilo).

— É natural que, com a vinda das grandes galerias internacionais, adotemos modelos já conhecidos nas principais feiras do mundo — explica a diretora da SP-Arte, Fernanda Feitosa.

Para ela, a estreia neste ano de Gagosian, Pace, David Zwirner e Hauser & Wirth — que, ao lado da White Cube, são as líderes do mercado mundial de arte — é resultado do “ótimo boca a boca que a SP-Arte tem no exterior”. Nos bastidores do evento, por outro lado, comenta-se que as quatro maiores do mundo decidiram testar a feira paulistana depois de passarem, no ano passado, pela ArtRio e sofrerem com problemas de organização. No Píer Mauá, a Hauser & Wirth, que representa, entre outros, a franco-americana Louise Bourgeois, chegou a fechar mais cedo seu estande, temendo que, por falta de segurança, suas obras fossem danificadas pelo público.

Mais longeva no mercado nacional (com nove edições, contra apenas duas da ArtRio), a SP-Arte costuma ser vista como a feira brasileira de padrão internacional. A White Cube foi a primeira entre as gigantes a desembarcar em São Paulo, na edição passada. Em poucas horas, comemorava a venda de obras acima de R$ 1 milhão, como uma das célebres spot-paintings de Damien Hirst. Meses depois da feira, em setembro, a galeria londrina inaugurou uma galeria permanente na cidade.

Há outro motivo, talvez mais querido pelas estrangeiras, para apostarem na feira paulistana: o alardeado mercado brasileiro, na contramão da retração do cenário estrangeiro, dá sinais de crescimento — segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), galerias brasileiras negociaram US$ 26 milhões fora do país em 2012, um aumento de quase 47% em relação a 2011.

Mark Rothko, Alexander Calder e Picasso

Outro atrativo para as galerias é o fato de, durante a feira, elas terem isenção de impostos — no caso das estrangeiras, o desconto se dá logo na entrada das obras no Brasil. Fora do período de SP-Arte e ArtRio, a tarifação na alfândega brasileira chega a 50% do valor de cada obra. Para as brasileiras, a isenção tem peso menor e diz respeito ao ICMS, ficando em cerca de 7%.

O desconto fará figurarem na SP-Arte trabalhos de Mark Rothko, Alexander Calder e Chuck Close, trazidos pela Pace, e de Picasso, na Van de Weghe. Desta vez, todas as galerias de mercado primário (caso das gigantes) ficarão concentradas no segundo andar — antes, ficavam divididas entre o térreo e o segundo piso, disposição que gerava descontentamento, pois parte delas se sentia desprestigiada. Agora, na entrada do Pavilhão da Bienal, o público verá só os projetos educativos do evento, como o laboratório curatorial liderado por Adriano Pedrosa. Os negócios mesmo, mote de qualquer feira, só começam no andar de cima.

©OGlobo

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