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quarta-feira

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janeiro 2012

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2045, o ano em que nascerá o homem imortal

Escrito por , Postado em Notícias, Próxima Natureza

2045 o homem imortal

Raymond Kurzweil, em artigo polêmico publicado na Time, na edição de dezembro, afirma que a civilização humana, tal como a conhecemos, terminará em 2045, quando os computadores superarão a inteligência do homem. Indicamos como leitura o artigo “2045, o ano em que nascerá o homem imortal”.

 

2045, o ano em que nascerá o homem imortal

Uma pessoa que em 1965, aos 17 anos, construiu um computador capaz de compor música, é alguém inegavelmente inteligente. Esse homem é Raymond Kurzweil, e tem uma mensagem para nós. Este apóstolo do transhumanismo, engenheiro especialista em inteligência artificial, acredita que estamos nos aproximando do momento em que as máquinas ganhem coincidência. Esse momento é denominado por ele como “a singularidade”.

É um feito que os computadores são cada vez mais rápido e que esta aceleração em sua potência de cálculo ocorre cada vez mais rapidamente. Dado esse ritmo incrivelmente rápido, é lógico pensar que chegará um momento em que sejam capazes de fazer algo que imaginamos exclusivamente ao alcance da inteligência humana. E não se refere a fazer aritmética a um ritmo endiabrado, ou a compor música de piano, mas bem a conduzir carros, escrever livros, tomar decisões éticas, apreciar a beleza das obras de arte, fazer observações agudas durante um coquetel.

Custa compreender a ideia, mas Kurzweil e muitos outros humanos inteligentes acreditam que isso vai acontecer. Quando se chegue a esse ponto, não há razão para acreditar que os computadores deterão o processo para deixar de tornar-se mais e mais poderosos. De fato, não terminariam até tornar-se muito, muito mais inteligentes que nós. O ritmo do avanço seguiria acelerando, posto que seriam eles que afastassem seus criadores humanos (tão lentos na hora de pensar) para tomar as decisões que afetariam seu próprio desenvolvimento.

Imagine um cientista em computação que fosse, ao mesmo tempo, um computador superinteligente. Trabalharia a um ritmo incrivelmente elevado, manejando enormes quantidades de dados sem esforço. Nem mesmo teria que parar para descansar para ver o que está sendo comentado no Facebook.

É possível predizer o comportamento dessas inteligências superiores às humanas, com as quais um dia teremos que compartilhar o planeta. De fato, se pudéssemos fazê-lo, seríamos tão inteligentes como elas.

Não nos hibridizaríamos com eles criando ciborgues superinteligentes? Empregaremos computadores para expandir nossas habilidades intelectuais, tal como usamos os carros para expandir nossas habilidades físicas? Talvez estas inteligências artificiais nos ajudem a combater os efeitos do envelhecimento, conseguindo que alcancemos a desejada imortalidade.

Talvez possamos concentrar nossa consciência (nosso verdadeiro eu) nos computadores, para viver em seu interior como uma espécie de software. Essa seria uma vida eterna e virtual em uma Matrix na qual nada nos faltaria. Talvez se revelem contra nós e nos aniquilem como acontece em Terminator.

Passe o que passar, a vida tal como a conhecemos agora mesmo deixará de ser reconhecível. Isto é a singularidade. Assustado? Pois se fazemos caso a Ray Kurzweil, este momento não só é inevitável como também iminente. Se seus cálculos estão corretos, faltam 35 anos para que um olho eletrônico observe assombrado a seu criador, e tome consciência de sua existência cibernética.

* Leia o artigo na íntegra: 2045: The Year Man Becomes Immortal 

Via @Time, @Contexto

1 Comentário

  1. NILTON DE SOUZA MORAES

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