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quarta-feira

9

fevereiro 2011

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As duas faces da internet nos distúrbios em Londres

Escrito por , Postado em Notícias

londres ciberguerra 01

Há três dias Londres vive uma onda de violências e saques. A polícia britânica acusou os organizadores dos distúrbios de utilizaram um dos grandes trunfos da Blackberry, o seu BBM (BlackBerry Messenger), como recurso para mobilização das ações violentas em Londres. Diferente das redes sociais, como Facebook e Twitter, cujas informações publicadas são de domínio público, o BBM, muito popular entre jovens do Reino Unido, permite a criação de grupos privados em que os participantes têm um número unívoco (PIN) que podem trocar entre si e, desta forma, proteger a confidencialidade das mensagens trocadas. Além disso, as mensagens, que podem ser enviadas gratuitamente, são codificadas, por isso que só são compreendidas pelo seu receptor, o que dificulta o trabalho de rastreamento da Polícia.

No entanto, depois da acusação, pelas forças de segurança britânicas, das redes sociais e dos dispositivos Black Berry terem sido elemento chave dos graves distúrbios em Londres, começam a surgir iniciativas na Rede que visam a mostrar como as mesmas tecnologias usadas para a violência podem conseguir resultados diferentes.

#Riotcleanup é um movimento cidadão que busca coordenar através do Twitter, do Facebook e da Rede, voluntários que queiram ajudar a limpar os efeitos dos protestos que nasceram em Tottenham e se expandiram em tão só 4 dias. Catch a Looter é um espaço on line que pretende ajudar a identificar os saqueadores e delinquentes que estiveram na organização das revoltas. Os usuários são convidados a enviar fotos dos ladrões a fim de facilitar sua posterior detenção.

Os distúrbios também estão sendo localizados no mapa graças a Google Maps. James Cridland, responsável do MediaUK.com, iniciou a criação de um mapa no qual, com ajuda dos internautas, marca os diferentes incidentes não apenas em Londres, como em outras cidades dos Reino Unidos. Todas essas ações buscam destacar como a internet e as redes sociais podem apresentar um outro lado da situação.

A Research in Motion (RIM), empresa fabricante do BlackBerry, já comunicou, através de seu perfil no Twitter, que está em contato com as autoridades para dar a ‘assistência’ necessária.

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