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terça-feira

13

setembro 2011

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Em “Planeta dos Macacos: a origem”, novas tecnologias apagam o limite entre real e animação

Escrito por , Postado em Notícias, Próxima Natureza

planeta dos macacos

A dica de leitura é para a matéria “Novas tecnologias apagam o limite entre real e animação, de Anne Eisenberg, publicada no jornal The New York Times, e traduzida e publicada no jornal brasileiro Folha de São Paulo, em 12 de setembro de 2001.

Novas tecnologias apagam o limite entre real e animação

Ainda é possível distinguir entre um personagem de verdade e um animado em um filme – mas está ficando mais difícil.

Os chimpanzés, gorilas e orangotangos que protagonizam “Planeta dos Macacos: A Origem” são todos animações de computador. Mas parecem bem reais, até para um primatologista.

“É impressionante aonde chegou a tecnologia”, disse Frans de Waal, professor de comportamento dos primatas da Universidade Emory, em Atlanta. “Eles são muito convincentes”.

Produzir chimpanzés realistas animados por computador é um grande feito, segundo Chris Bregler, professor associado de ciência da computação na Universidade de Nova York.

“É mais fácil nos enganar quando você anima um dragão ou outra criatura mítica ou de conto de fadas”, disse Bregler. “Mas com seres humanos ou com seus parentes mais próximos, os chimpanzés -aí é mais difícil. Nossos olhos humanos têm uma sintonia fina para detectar problemas com essas representações.”

“Planeta dos Macacos: A Origem” utiliza uma tecnologia que analisa as expressões faciais dos atores que interpretam os macacos. “O sistema pode capturar todas as nuances de expressão, até o nível do pixel”, disse Bregler. “E cada ruga –as rugas são especialmente importantes.”

Essa “tecnologia de captura da atuação” se baseia em atuações reais de atores humanos. Mas em “Planeta dos Macacos: A Origem”, os atores que interpretam os chimpanzés não usam perucas ou maquiagem pesada.

Andy Serkis, que interpreta o chimpanzé protagonista César, usa um capacete, com uma câmera de vídeo montada na frente do seu rosto, para registrar cada nuance da sua expressão.

Por exemplo, quando César precisa franzir a testa – e César a franze bastante conforme a trama se adensa -, a câmera apontada para o seu rosto registra o movimento da sua pele.

Um software analisa como os músculos humanos se movem, e em seguida traduz o movimento para o equivalente em um chimpanzé. “Por exemplo, a sobrancelha de um macaco se mexe de um jeito diferente da sobrancelha humana”, disse Mark Sagar, supervisor de projetos especiais da Weta Digital Limited e ganhador de um Oscar por suas técnicas de captura do movimento facial.

O computador faz a maior parte da animação, mas artistas humanos ainda aplicam sua habilidade, ajustando a imagem se o nariz de Serkis não ficar tão achatado quando deveria para virar um nariz de chimpanzé, ou se a emoção pretendida na atuação não for transmitida.

Por mais plausível que seja a animação, a plateia não está assistindo uma representação real de um chimpanzé quando vê César, segundo De Waal. São necessários muitos ajustes digitais para humanizar os macacos.

“A cabeça e os ombros de um chimpanzé reais são mais volumosos que os de César”, disse ele.

Mas De Waal fica contente pelo fato de o filme ter usado atores em vez de chimpanzés. Os animais, disse ele, “sofrem para dançar conforme a nossa música”.

“Ficamos muito satisfeitos por haver um filme que foi capaz de contornar isso.”

- Via @Folha de São Paulo

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