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terça-feira

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novembro 2011

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GlobaLeaks: como criar seu próprio WikiLeaks e promover a transparência das informações

Escrito por , Postado em Notícias

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Sobretudo depois do caso WikiLeaks se discute muito, sob o ponto de vista da ética, a publicação de informações reservadas. Um grupo de entusiastas, dentre os quais estão hackers, advogados ou simples apaixonados, decidiram se envolver em um projeto ambicioso cujos objetivos são aumentar o sentido de responsabilidade e favorecer o aumento da democracia, bem como prevenir sobre eventuais abusos por parte de governo, corporações ou grandes grupos organizados. Estamos falando do GlobaLeaks, um projeto que fornece um software (gratuito e Open Source) e incentivo à prática do whistleblowing. O whistleblowing é uma prática amplamente difundida e regulamentada que consiste em denunciar, anonimamente ou não, informações reservadas que poderiam revelar uma prática ilegal e não ética.

O software desenvolvido pela GL permite, em poucos cliques, criar o próprio “WikiLeaks” local. A ferramenta assegura a possibilidade de garantir, tecnologicamente, o anonimato do whistleblower e prevê a possibilidade de administrar a distribuição aos destinatários mais adequados. O que se espera é que GlobaLeaks possa ser um instrumento de comunicação para órgãos públicos, empresas e ativistas.

Um exemplo de funcionamento?

- O ativista independente a favor da promoção da transparência.

1) Um ativista que mora no Rio de Janeiro, a fim de promover a transparência da informação, decide abrir seu próprio nó (ou domínio) GlobaLeaks. Instala o software em seu server e, em poucos cliques, consegue configurar seu próprio nó local GlobaLeaks. Nasce, assim “RiodeJaneiro-Leaks.org”.

2) O promotor da transparência, então administrador do “RiodeJaneiro-Leaks.org”, promove seu site a partir de anúncios publicitários, tais como mailing list.

3) Um cidadão do Rio de Janeiro tem conhecimento de uma informação secreta que poderia ser útil à coletividade, mas há medo de realizar a denúncia publicamente.

4) O cidadão vem a saber da existência de “RiodeJaneiro-Leaks.org”, visita o site, faz o download do material que gostaria de compartilhar. Seu anonimato é garantido pela tecnologia.

5) O administrador de “RiodeJaneiro-Leaks.org” supervisiona o material, configura a lista dos destinatários e envia o material.

6) Cada um dos destinatários se compromete a, em nome da coletividade, fazer uso devido da informação. Por exemplo, a Polícia deve investigar a denúncia realizada, os jornalistas devem publicar a notícia, etc.
A ideia, que teve fase inicial com base nos Países Baixos e na Itália, é atrativa, mas somente o tempo dirá se o projeto, ainda em desenvolvimento, de fato, funciona. O mais interessante é a vontade de contribuir para melhorar o mundo, convocando as pessoas a praticarem a transparência da informação e a ajudarem a melhorar a democracia e a prevenir abusos.

Para saber mais sobre GlobaLeaks, acesse:

- GlobaLeaks

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