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quarta-feira

20

junho 2012

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Guerra cibernética: Israel e Estados Unidos, criadores do vírus Flame

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Estados Unidos e Israel desenvolveram conjuntamente o vírus informático Flame para recolher informação chave sobre as instalações nucleares iranianas, segundo fontes oficiais ocidentais conhecedoras da operação, informa o jornal The Washington Post.

O vírus foi desenhado para rastrear de forma secreta as redes informáticas do Irã e controlar os computadores dos funcionários iranianos, enviando um fluxo constante de informação utilizada na campanha de guerra cibernética em marcha, segundo os funcionários consultados pelo jornal.

Esta campanha, da qual participaram a Agência de Segurança Nacional (NSA, por suas siglas) norte-americana, a CIA e representantes militares de Israel, inclui o uso de um software similar ao destrutivo vírus Stuxnet que causou falhas nos centrifugadores da planta secreta de enriquecimento de urânio de Natanz (Irã), em 2010.

Segundo o jornal, os detalhes que surgem entorno ao Flame dão novas pistas sobre o que se acredita seja a primeira campanha de “cibersabotagem” contra um adversário dos Estados Unidos.

“Trata-se de preparar o campo de batalha para outro tipo de ações encobertas”, afirmou um antigo funcionário dos serviços de inteligência dos Estados Unidos, quem ainda revelou que Flame e Stuxnet são elementos de um ataque mais amplo que continua ainda hoje na tentativa de deter o programa nuclear iraniano.

Flame foi descoberto em maio passado depois que Irã detectou uma série de ataques cibernéticos em sua indústria petroleira. Esta incursão foi dirigida por Israel em uma operação unilateral que, ao parecer, tomou por surpresa a seu aliado, Estados Unidos, segundo vários funcionários ocidentais e norte-americanos que falaram na condição de manter o anonimato.

O esforço para atrasar o programa nuclear do Irã, utilizando os ciberataques, começou na metade da década de 2000, quando o então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, estava no segundo mandato, recorda o jornal.

Em um primeiro momento consistiu na compilação de dados secretos para identificar brancos potenciais e desenvolver ferramentas para destruí-los, segundo ex-funcionários norte-americanos. Em 2008, o programa operativo foi deslocado do âmbito militar para o da CIA.

Porta-vozes da CIA, NSA e Escritório do Diretor de Inteligência Nacional, assim como a Embaixada de Israel em Washington, evitaram fazer comentários.

Flame é um dos programas “mais sofisticados e subversivos” realizados até o momento, desenhados por especialistas para replicar informação de redes, inclusive de alta segurança, e controlar as funções cotidianas de um computador enviando informação a seus criadores.

O vírus foi idealizado para exportar a informação enquanto se faz passar por uma rotina de atualização de software de Microsoft e é capaz de evitar ser detectado durante vários anos mediante o uso de um sofisticado programa para romper um algoritmo criptografado.

Flame foi desenvolvido há ao menos cinco anos como parte de um programa chamado em código “Jogos Olímpicos”, segundo fontes oficiais familiares com a ciberoperação.

* Texto publicado em El País, “Israel y Estados Unidos, creadores de Flame“.

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