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terça-feira

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junho 2012

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O principio do fim do Facebook: a maior rede social do mundo em declínio

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Entediante, não pertinente, inútil, essas são as razões apontadas por 34% dos usuários que admitiram, em pesquisa da Reuters/Ipsos, passar menos tempo no Facebook do que há seis meses. A preocupação com a privacidade é também um dos motivos. A mesma pesquisa aponta que 20% passa mais tempo conectado.

Quatro de cada cinco usuários da rede nunca compraram um produto ou serviço como resultado da publicidade ou comentários introduzidos na rede. Ainda segundo a pesquisa, os comentários dos amigos só são determinantes em 20% das compras que realizam.

Os resultados da pesquisas colocam em dúvida o futuro da rede. De acordo com analista, a perda do valor das ações da rede nos últimos dias aliada à insatisfação de muitos usuários aponta para a necessidade de a empresa buscar introduzir novas formas de interação, a fim de dinamizar a rede e evitar que o desgaste da novidade impeça seu crescimento.

Erik Jackson, fundador da sociedade de investimento Ironfire Capital, prognosticou o desaparecimento de Facebook em oito anos, embora em seguida tenha explicado que a “desaparição” seria como a atual de Yahoo!, que ainda tenha benefícios, mas apresenta uma capitalização bursátil, inferior a de 12 anos atrás. A justificativa para um futuro pessimista da rede, para Jackson, se fundamenta na sua inadaptação ao mundo móvel. Para ele, Facebook é a segunda geração da internet (Google seria a primeira), enquanto que a terceira é a das empresas que já surgem em dispositivos móveis. Essa questão, aliás, era já um dos fatores de risco apontados pela própria empresa que, antes de se lançar na bolsa, admitiu a dificuldade de adaptação à plataforma móvel e às publicidades nos dispositivos móveis.

De fato nos últimos oito anos Facebook vinha conseguindo manter seu crescimento sempre positivo. No entanto, nos últimos tempos vem apresentando sinais de esgotamento. Talvez porque a rede não tenha crescido junto com nossas necessidades, e as novas ferramentas disponibilizadas não sejam tão interessantes para seus usuários. A queixas são muitas: o sistema de configuração da privacidade, publicidade desnecessária, o Diário, além do modo como alguns usuários se relacionam com a rede.

De acordo com Tim Wu, o guru da neutralidade da informática, recentemente tuitou em seu perfil: “Ninguém ama realmente Facebook, apenas não conseguimos nos liberar”. Então, talvez boa parte dos usuários estejam esperando um motivo válido que os faça a abandonar seus perfis. Por enquanto, a rede serve a manter os contatos, enviar mensagens, subir fotos, compartilhar links, opiniões e gostos. Por certo, pode ser que esse seja o início do fim do Facebook. Não importa quanto demorará para terminar, para que sejamos seduzidos por outra rede social. Que Facebook não será eterno não é novidade. Apenas esperamos que as alternativas à rede social atendam melhor as necessidades dos usuários. (via)

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