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segunda-feira

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outubro 2012

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Sai MegaUpload, chega Mega, novo site de compartilhamento de arquivos

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mega kit dotcom

Em entrevista à Wired, Kit Dotcom revelou alguns de seus planos para fazer reviver “MegaUpload”, algo que vem propondo há bastante tempo desde seu perfil no Twitter. Então, o novo MegaUpload se chamará simplesmente Mega e incluirá uma série de mudanças que o diferenciarão do serviço que conhecíamos até agora.

mega kit dotcom

Embora se trate de um sistema que permitirá subir, armazenar e compartilhar grandes arquivos na nuvem, em base a usuários registrados, Mega traz importantes mudanças em seu funcionamento.

Mega – site de compartilhamento de arquivos

- Os arquivos que se subam serão encriptados no navegador do usuário e este obterá uma senha única para poder decifrar o arquivo.

- Serão os usuários os que terão o controle do acesso a um arquivo que foi subido ao serviço, dependendo de com compartilhem ou não a senha de acesso.

- Como Mega não terá a senha, a empresa não poderá revisar os arquivos subidos a seu serviço de armazenamento, seja uma canção, um filme, um game, etc. Isso faz com que Mega não se torne responsável pelo material que os usuários subirem e que não seja possível serem julgados por isso. “Qualquer coisa que seja subido no site, será mantido fechado e privado sem nenhuma chave”, disse Dotcom.

- Não se aplicará a chamada “duplicação” em seus servidores, um sistema utilizado para economizar espaço. Por exemplo, com a duplicação, se dois usuários sobem o mesmo arquivo, na realidade se sobe apenas uma vez e se dá acesso às duas pessoas ao mesmo arquivo. Mas Mega funcionará distinto: Se cem usuários subirem o mesmo arquivo, se encriptará cem vezes e se subirá cem vezes, gerando cem chaves para decifrar todos eles. Eliminá-las requereria cem solicitações por parte dos estúdios e marcas.

De acordo com o fundador de MegaUpload, a única maneira de fechar um serviço deste tipo seria declarando ilegal a encriptação de arquivos, algo que é pouco provável de ocorrer. Além disso, Mega armazenará os dados em dois grupos de servidores redundantes situados em dois países distintos.

Dessa forma, inclusive se em um país ocorre o congelamento de todos os servidores, por exemplo – algo que não esperamos porque cumprimos com todas as leis dos países onde colocamos servidores –, ou se ocorresse um desastre natural, ainda há um segundo lugar onde todos os arquivos estarão disponíveis. Deste modo, é impossível estar sujeitos ao tipo de abuso que tivemos nos Estados Unidos”, assinalou Mathias Ortmann, sócio de Dotcom.

Não há dúvidas de que isso dificultaria a perseguição contra a pirataria. Segundo Ortmann, são os usuários que escolhem violar o copyright usando as novas tecnologias, mas que já existem leis para enfrentar essas situações. “Se o dono do copyright encontra links e senhas para desencriptar arquivos publicados na web, e verifica que o arquivo é uma infração de seu copyright, pode enviar notificação de DMCA e solicitar que o arquivo seja removido, tal como antes”, afirmou.

Visto em @fayerwaywer, @wired

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