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quinta-feira

11

agosto 2011

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Três conselhos para se tornar, realmente, “social”

Escrito por , Postado em Notícias

conselhos para se tornar importante

Gianluca Giansante, autor do texto “Três conselhos para se tornar ‘social’” (Tre consigli per diventare veramente ‘sociale’), a partir da observação dos resultados do último referendo na Itália, afirma “não basta estar na rede social“, é preciso uma mudança de mentalidade sobre o “estar” na rede. Giansante é trainer e consultor de comunicação política, institucional e corporativa, autor de blog sobre comunicação e autor do livro As palavras são importantes” (Le parole sono importanti).

Por Gianluca Giansante

O resultado do referendo acendeu os refletores sobre a Rede, em particular, sobre o Facebook e o Twitter, e dará lugar a uma “busca pelo ouro” de quem, até agora, apenas observava o fenômeno. Mas é preciso eliminar um mito: estar na rede social não basta. Transpor velhos esquemas para a Rede pode significar o fracasso. Para integrar-se na web é preciso ser capaz de passar a uma nova mentalidade. Com três passagens, três mudanças de perspectiva que podem melhorar o nosso relacionamento com nós mesmos e com os demais.

Finalmente as mídias mainstream decidiram lembrar-se da existência da Rede. Os velhos barões da informação impressa e os grandes “senhores feudais” da comunicação italiana entenderam que “é necessário estar nas redes sociais”.

O sucesso dos referendos chamou a atenção para o Facebook e o Twitter e não é difícil fazer hipóteses de um início de uma “corrida pelo ouro” de quem, até então, apenas observava.

Mas é mais bem desfazer um mito: não basta “estar” no Twitter ou Facebook, ter um perfil, postar comentários e links, e mesmo fotos.

As redes sociais impõem a necessidade de uma mudança de mentalidade: estar na rede significa pensar de modo social.

O quero dizer com estes textos contretamente? As mídias sociais implicam três passagens, três mudanças de perspectiva sem as quais a transposição dos velhos modos e esquemas usados na Rede poderiam ser condenados a um rápido insucesso. Vejamos quais são:

DA COMPETIÇÃO PARA A COOPERAÇÃO

A velha mentalidade dos nossos pais está fundamentalmente baseada na idéia do desafio de pensar em superar o outro, isso quando simplesmente – em uma versão mais exagerada desse modo de pensar – se pensa em “destruir” o outro.

As novas mídias contribuem para derrubar esse modo de pensar. Na Rede o que se espera é o compartilhamento do conhecimento, quem ajuda os outros, quem oferece ao outro informações que lhe possam ser úteis: o blogger que fornece o “tutorial” para uso de um programa informático ou o jovem que se dedica a criar programas divertidos de entretenimento no Youtube.

DE “TER RAZÃO” A “CONSTRUIR UMA RELAÇÃO”

Basta observar um programa televisivo como Forum, Ballarò, Uomini e donne ou Annozero. A atitude que prevalece é a de reafirmar o “ter razão”. A regra é o falar com o outro baseado na interrupção: “deixe-me terminar” ou ” eu não te interrompo” são frases comuns. Quem não se comporta assim parece um marciano e é deixado de lado.

A Rede favorece a mudança dessa atitude tipicamente “racionalista” ao convocar novas modalidades de interação: para se ter sucesso não se deve ter razão a todo custo (fazendo-se odiar) mas ter tantos amigos, pessoas que você estime e que possam estimá-lo. Requer-se, então, quem ajuda os outros, quem os escuta, quem se interessa e compreende as exigências, quem alimenta o diálogo e o intercâmbio de ideias, quem é centrado sobre si mesmo mas também sobre os demais.

DO “PAGAMENTO” AO “GRÁTIS”

Há pouco tempo um amigo me contou que, devendo fazer um pequeno tratamento dermatológico digitou na internet o assunto para se informar e saber um pouco mais do tema.

Encontrou como resultado um portal de medicina onde um médico especialista respondia as perguntas dos pacientes preocupados com sintomas mais diversos, das pequenas erupções cutâneas a disfunções mais sérias. A resposta do médico, tempestiva e competente – e gratuita -, contribuía para esclarecer as possíveis causas e direcionar o paciente para a solução mais adequada. O seu escritório estava na cidade onde vive meu amigo, em Roma. Já adivinharam a quem ele foi fazer uma visita?

Essa história nos mostra como na Rede estão grandes oportunidades de crescimento, também econômico, que passam por mecanismos diversos. Presenteia-se o próprio saber, o próprio conhecimento e o próprio tempo de maneira desinteressada. Os contatos, a autossatisfação e a confiança adquirida poderão trazer também retornos econômicos, e não apenas o grande bem estar.

O aumento do bem estar é, de fato, a característica que coincide nas três passagens das quais falamos. Ao adotar uma atitude cooperativa, desinteressada e atenta aos outros obtemos, de fato, um primeiro, inestimado benefício: começamos a estar melhor, sobretudo com nós mesmos e depois com os outros.

* Tradução feita por Karina de Freitas do texto original Tre consigli per diventare veramente ‘sociale‘, de Gianluca Giansante.

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