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domingo

19

junho 2011

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Biolaser: cientistas conseguem que uma célula viva emita raios laser

Escrito por , Postado em Próxima Natureza

biolaser

De acordo com a publicação da revista Nature Photonics, em 12 de junho, cientistas investigadores dos Estados Unidos conseguiram produzir o biolaser, uma célula viva fosse induzida a produzir luz laser. Ao iluminá-la com luz azul, a célula seria capaz de emitir uma luz laser em cor verde. O trabalho, que pode implicar futuras melhoras no desenvolvimento de microscópios e no campo da fototerapia, consiste no desenvolvimento de uma célula capaz de produzir uma proteína que emite luz, tomada originalmente de medusas incandescentes.

A luz laser difere da luz comum, pois seu espectro de cores é mais reduzido e suas ondas luminosas oscilam todas em forma sincrônica. A maior parte dos laser laser modernos utilizam materiais sólidos, cuidadosamente elaborados, para produzir dispositivos utilizados em supermercados (para leer códigos de barra), em reprodutores de DVD ou em robôs industriais.

O trabalho desenvolvido por Malte Gather e Seok Hyun Yun, do Centro Wllman de Fotomedicina, pertencente ao Hospital Geral de Massachusetts (Estados Unidos), é o primeiro que produz um fenômeno que ocorre em um sistema vivo. Os cientistas utilizaram proteína verde fluorescente (GFP -Green Fluorescent Protein) como meio ativo do laser, permitindo a amplificação da luz. A GFP é uma molécula conhecida e bem isolada. Pela primeira vez foi isolada de medusas e revolucionou a biologia ao ser utilizada como uma alternativa para iluminar o sistema vivo desde dentro.

Na entrevista que acompanha o trabalho publicado em Nature Photonics, os autores da investigação científica comentaram que o experimento produziu um laser com propriedades auto-curativas, já que, se as proteínas emissoras de luz são destruídas durante o processo, a célula simplesmente produz mais. O que se está investigando é “como fazer com que uma fonte de laser possa penetrar no tecido de forma profunda para melhorar terapias, diagnósticos e técnicas de imagem baseadas em luz. Agora podemos resolver este problema de outra forma, amplificando a luz que se encontra no próprio tecido”, explicaram os autores.

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