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segunda-feira

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setembro 2011

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Roupa tecnológica: vestido que fornece oxigênio, blusas que avisam se o ar está poluído e peças que evitam o assédio de paparazzi!

Escrito por , Postado em Próxima Natureza, Tendências

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Indicamos a leitura do artigo “Roupa tecnológica: Vestido que fornece oxigênio, blusas que avisam se o ar está poluído e peças que evitam o assédio de paparazzi!”, de André Julião e Larissa Veloso, publicado na última edição da revista IstoÉ Independente (edição 637). O texto aponta algumas das novidades da feira de moda e ciência, Geek Down, que ocorreu em Nova York, na semana passada.

Roupa tecnológica

Vestido que fornece oxigênio, blusas que avisam se o ar está poluído e peças que evitam o assédio de paparazzi. Essas são algumas das novidades exibidas em feira que uniu ciência e moda em Nova York

André Julião e Larissa Veloso

Se depender da criatividade dos estilistas e das possibilidades oferecidas por novos materiais, escolher a roupa não vai ser apenas uma questão de beleza, estilo e conforto. Utilidade e consciência ambiental são outros quesitos que vão disputar espaço nos cabides e armários. E isso não é futuro, é presente. Para demonstrar, o Geek Down, um evento realizado na semana passada em Nova York, deu mostras do que pode surgir quando se une moda e tecnologia.

Claro que o resultado dessas ideias nem sempre é convencional, mas isso não compromete a funcionalidade da roupa. Exemplo disso é o modelo denominado 8, criado pela artista Hana Newman. Composto por uma bolha e um tanque de oxigênio que protegem o usuário da poluição externa, a vestimenta talvez seja bem-vinda em um futuro apocalíptico, quando cada um de nós andará com seu próprio estoque de ar puro. Hoje, só dá para imaginar gente como Lagy Gaga desfilando com uma peça dessas.

A preocupação ambiental, principalmente com a poluição das cidades, está presente em dois inventos recentes do mundo da moda. Um deles é uma espécie de roupa catalisadora, desenvolvida pela estilista Helen Storey, da Universidade de Moda de Londres, e o cientista Tony Ryan, da Universidade de Sheffield, ambas no Reino Unido. Os materiais no tecido têm a propriedade de quebrar as partículas poluentes do ar ao redor e transformá-las em compostos químicos inofensivos à natureza. Quando a peça estiver suja, ou seja, saturada das substâncias, pode ser lavada com produtos específicos que recuperam suas propriedades originais. A outra criação “verde” são as blusas que mudam de cor de acordo com os índices de monóxido de carbono no ar. Criadas pelos designers Nien Lam e Sue Ngo, as peças usam a tecnologia para alertar sobre um perigo muitas vezes invisível.

Para Mariana Rocha, consultora de moda e professora de estilismo da Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, a inclusão dessas inovações na moda não é apenas inevitável, mas também traz benefícios. “O desejo pela tecnologia, que se sente principalmente por gadgets como iPhone ou iPad, também pode se expandir para as roupas. Já vemos alguns projetos como tecidos que não absorvem sujeira ou líquidos, estampas que mudam de cor conforme a temperatura ou o som, modelos com propriedades hidratantes e que recarregam energia. Se os avanços puderem acrescentar saúde e bem-estar ou economizar energia, será muito bom”, diz.

Há casos de gente que, em vez de correr atrás de materiais inéditos, descobre saídas tecnológicas para artefatos que nos acompanham há décadas. É o caso dos designers americanos Alex Vessels e Mindy Tchieu. Eles coletaram materiais refletivos usados por bombeiros e policiais para elaborar seus produtos. A ideia surgiu quando ambos, que são ciclistas, procuravam roupas que os tornassem mais visíveis para os carros à noite, sem parecer que estavam fantasiados de guardas de trânsito. O resultado foram modelos que parecem perfeitamente normais durante o dia e brilham à luz dos faróis. “Agora, estamos pensando em como podemos criar produtos semelhantes para pedestres e crianças”, afirma Vessels. Outro uso que ele imagina para as peças da linha, batizada de We-flashy, é proteger a intimidade de pessoas famosas, uma vez que o brilho da roupa ofuscaria os flashes disparados pelos paparazzi.

Por enquanto, os produtos mostrados na feira em Nova York não estão à venda. Mas, se os novos materiais tecnológicos seguirem a trilha de seus congêneres de tecido, ainda nesta década vamos desfilar com roupas que nos avisem da poluição ou que forneçam nosso próprio estoque de oxigênio.

 

O que faz: Cria uma bolha de ar puro ao redor do usuário

Como: Uma mangueira ligada a um pequeno tanque de oxigênio fornece o suprimento

Função: Isolar totalmente as pessoas da poluição, sem perder o estilo

O que faz: Muda de cor na presença de fumaça de automóveis ou de cigarro

Como: Um sensor presente no tecido detecta o monóxido de carbono e reage a ele

Função: Como o nome diz, é um sinal de alerta para os altos níveis de poluição

O que faz: Brilha sempre que recebe luz de um farol de carro ou flash de câmera fotográfica

Como: Material refletivo é usado para criar estampas, que, à luz do dia, são apenas brancas

Função: Proteger ciclistas e pedestres que circulam pelas ruas durante a noite

O que faz: Registra quantas vezes a pessoa foi fotografada

Como: Um sensor detecta o flash das câmeras e celulares e marca no contador

Função: Segundo o artista, o objeto encoraja o diálogo entre a celebridade e os fotógrafos

O que faz: Reage com as partículas aéreas, transformando-as em substâncias inofensivas

Como: Contém catalisadores que quebram as moléculas poluentes. A roupa pode ser “reabastecida” no momento da lavagem

Função: Purifica o ar enquanto a pessoa passeia pela cidade

- Via @IstoÉ Independente

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